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Gaúchos são proibidos de andar a cavalo em festa farroupilha
Por questão de segurança, os tradicionalistas gaúchos vão ter de ficar a
pé. A Prefeitura de Porto Alegre proibiu a circulação de cavalos no
Acampamento Farroupilha, maior evento da cultura gaúcha, que ocorre na
cidade até o próximo dia 20.
O acampamento abriga, nas vésperas do dia da Revolução Farroupilha, mais
de 300 grupos folclóricos, que fazem apresentações culturais e
churrascadas.
Para a prefeitura, os cavalos poderiam provocar acidentes, já que mais
de 1 milhão de pessoas passam pelo local nos dias do evento.
Os tradicionalistas protestaram com abaixo-assinados e até uma passeata com cavalos de brinquedo.
No interior do Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Santana do Livramento
(487 km da capital) também determinou que não se circule com o animal no
centro da cidade no mês de festejos.
Para os tradicionalistas, o convívio com os animais faz parte da cultura do Estado.
"Eu sempre estou junto com cavalo, vivo de cavalo. É ruim ter que se
apartar de seu parceiro", diz Neri Lopes, 47, que participa do
Acampamento Farroupilha há mais de 20 anos e leva até cabras ao parque.
Ele diz que a restrição ocorre porque o evento se tornou comercial e seu ideal foi desvirtuado. "Estão até tocando forró", diz.
Foram abertas exceções para as cerimônias de abertura e encerramento.
Alguns tradicionalistas negociaram uma outra brecha para a circulação
dos animais em um estreito corredor no parque. Mas os animais precisam
permanecer em um cercado, longe dos visitantes.
Também por razões de segurança, foi proibida a entrada com facas, outro
elemento da indumentária gaúcha. Ela só é liberada para quem usa as
roupas típicas.
